Collezionisti supporter di scuole e musei

Il Sole 24 Ore
Sabato 5 Dicembre 2009

argaiv1399

A partire da 1.500 $ i disegni dei nuovi talenti

Nuovi acquirenti e curatori indipendenti rivalutano l’arte brasiliana. Molti dei più importanti collezionisti sono brasiliani o hanno forti collegamenti con la scena artistica come Gilberto Chateaubriand, ma la situazione sta lentamente cambiando: alcuni operano negli Stati Uniti e recentemente anche il Regno Unito si è aperto all'arte brasiliana. Maria doMar Guinle, giovane curatrice indipendente e consulente artistica specializzata in arte brasiliana contemporanea, vive e lavora a Parigi dove nel 2010 lancerà il suo servizio di consulenza rappresentando artisti brasiliani e la cura di progetti istituzionali. Dopo la prima mostra «Paper Trail: 15 Brazilian Artists» alla Allsopp Contemporary di Londra (2008), il suo più recente progetto «Collector Collecting » – curato in collaborazione con Isobel Whitelegg e in associazione con Gallery 32 e l'Ambasciata brasiliana a Londra – si è concentrato sull’arte brasiliana delle collezioni private britanniche. «Oggi l'arte brasiliana è ancora sottorappresentata ed è decisamente accessibile – dichiara la curatrice: ad esempio, disegni di buon livello di un giovane artista nato negli anni '80 come Maria Laet, Ana Holck, Andrè Komatsu e Henrique Oliveira sono immessi sul mercato intorno ai 1.500 $, mentre opere dei più affermati si aggirano intorno ai 6-8mila $» conclude la do Mar Guinle. Le scuole d’arte in Brasile hanno ancora parecchia strada da fare. La Escola de Artes Visuais do Parque Lage di Rio de Janeiro, che è un punto di riferimento fondamentale per gli artisti della «Geração 80» come Ernesto Neto, Daniel Senise, Beatriz Milhazes, Nelson Felix e numerosi altri, è stata "ravvivata" ma c'è decisamente ancora molto da fare. Molti artisti inoltre partecipano a programmi di residenza all'estero permettendo un maggiore movimento rispetto a qualche anno fa. Da tenere sotto osservazione, secondo la curatrice, artisti storicamente importanti che non sono ancora scoperti al di fuori del Brasile come Abraham Palatnik, Antonio Manuel, Anna Maria Maiolino e Carlos Vergara giusto per fare alcuni nomi.

Alessandro Lorenzetti

   

Em Londres, com a delicadeza do papel

O GLOBO Quarta-feira, 9 de abril de 2008

news Galeria londrina abre coletiva com obras inéditas de 15 artistas brasileiros.

Não é de hoje que a Europa vem se rendendo à arte brasileira, mas nem sempre os artistas emergentes têm a chance de expor fora do país. Admiradora de criadores brasileiros em ascensão, a curadora Maria do Mar Guinle resolveu uni-los a artistas já consagrados na exposição “Paper trail: 15 Brazilian artists” (“Rastro de papel: 15 artistas brasileiros”), aberta hoje na galeria Allsopp Contemporary, em Londres. De diferentes gerações, nomes como Carlos Vergara, Nelson Félix, Cabelo, Franklin Cassaro, Daniel Senise e Jarbas Lopes expõem obras inéditas, unidas pelo uso do papel como suporte.

— Quando comecei a pensar sobre a exposição, já havia alguns artistas que sonhava em trazer para Londres. Discutindo a idéia com (os galeristas) Henry Allsopp e Nick Aikens, surgiu a idéia de trazer artistas que trabalhassem com papel e que pudessem surpreender com o uso desse material — conta a curadora. — O papel é um material simples, milenar e pode ser usado de várias maneiras, ultrapassando seus limites e dialogando com outras linguagens, como escultura, fotografia, pintura e instalação.

Artistas transformam o ambiente da galeria

Ultrapassando os usos mais óbvios do papel, Sandra Cinto, Brígida Baltar e Pedro Varela criaram site-specifcs para a galeria, todos com a marca dadelicadeza. Brígida elaborou desenhos de parede com pó de tijolos da casa onde já morou no Rio, Pedro Varela fez mais de 200 casas e edifícios de papel em miniatura, que pendem do teto, e Sandra criou um ambiente etéreo.

— Os trabalhos selecionados mostram um certo experimentalismo, uma preocupação com o espaço e muita delicadeza — afirma Maria do Mar. — A galeria está instalada numa antiga oficina de carros e tem um espaço amplo, versátil e luminoso. A sugestão dos site-specifics surgiu dos próprios artistas e galeristas, que se animaram muito com a idéia da experiência “viva” dentro da exposição.

Segundo a curadora, o interesse pela arte brasileira tem crescido em Londres nos últimos dois anos, estimulado por feiras de arte contemporânea na cidade, como Frieze e Zoo, e mesmo em outras cidades da Europa, como a Arco, em Madri. Ela lembra que a Tate Modern, em Londres, já coleciona arte brasileira e dedica grandes mostras a artistas do Brasil — como ocorreu, no ano passado, com Hélio Oiticica, e ocorrerá, neste ano, com Cildo Meireles. Mas ela acredita que os grandes colecionadores ainda estão descobrindo a arte brasileira.

— O Brasil tem uma trajetória mais rica de artistas contemporâneos e menos especulação, ao contrário da China e da Índia. Em termos de preço, a arte contemporânea brasileira é ainda muito acessível.

Suzana Velasco